PLANO DE AMOSTRAGEM PARA UMA PESQUISA DE OPINIÃO

 

 


Considerações Preliminares

           As pesquisas de mercado ou de opinião fazem uso de técnicas de amostragem para obtenção de suas informações. Várias são as razões para o emprego de modelos de amostragem. A principal diz respeito ao custo e ao tempo, pois a realização de uma pesquisa censitária é uma tarefa que necessita de um aporte muito grande de recursos físicos e financeiros, além de demandar um tempo geralmente  superior  ao prazo disponível para obtenção das informações.     

           O emprego de amostragem surge, então, como um  imperativo pois reduz tempo e custo e permite que se obtenha uma melhor qualidade dos dados coletados em campo, uma vez que propicia maior controle e melhor capacitação do pequeno   contingente de entrevistadores necessários para a realização da pesquisa.

           No plano de amostragem a ser apresentado, as  unidades informantes da pesquisa são as pessoas. Assim, deve-se selecionar uma amostra de pessoas que serão investigadas.  É requisito básico para seleção de amostras não tendenciosas que se garanta que qualquer pessoa tenha probabilidade de ser selecionada na amostra; para tanto, utilizam-se os domicílios (estruturas físicas e estáveis) aos quais estão associadas as pessoas por meio do conceito de morador (ou  seja, cada pessoa é moradora em um e só um domicílio).

           Assim, os domicílios constituem-se nas unidades de seleção que permitem chegar à seleção das pessoas.          

           A solução normalmente adotada  para viabilizar as amostras de domicílios é a seleção de áreas. Desta forma, as áreas geográficas plenamente identificadas no campo, constituem-se nas unidades de primeiro estágio de seleção e os domicílios pertencentes aos logradouros  selecionados são as unidades de segundo estágio. 

           Ocorre que, devido ao crescimento da violência nos grandes centros urbanos tem sido cada vez maior a  dificuldade dos institutos de pesquisa  em  visitar os domicílios para entrevistar as pessoas.

           Para contornar esse problema, algumas modificações têm sido recentemente introduzidas nesse esquema clássico de amostragem.

           A solução mais adequada, adotada neste caso, foi a de manter a  seleção das áreas e, em vez de chegar às  pessoas através dos domicílios, entrevistar as pessoas residentes nas áreas selecionadas e nas proximidades dos domicílios, confirmando na entrevista que a pessoa reside naquela área e que a amostra respeite proporções no universo através da fixação de cotas de entrevistas. 

 

 

 

 

1 – População Amostrada

A pesquisa foi  realizada pelo Prodemam/UERJ, no município do Rio de Janeiro    por meio de uma amostra, com a finalidade de obter informações  das pessoas de 34 a 60 anos de idade e que possuam  os seguintes atributos:

·        Sem instrução ou curso fundamental incompleto.

·        Curso fundamental completo ou curso médio incompleto.

·        Curso médio completo.

·        Curso superior completo ou curso superior incompleto.

A tabela 1 apresenta o número de pessoas de 34 a 60 anos, no município do Rio de Janeiro, com esses atributos. 

Desenho da amostra

           O modelo de amostragem empregado é uma amostra bi-etápica estratificada autoponderada over-all, sendo que as áreas( conglomerados de ruas ) constituem-se nas unidades de primeiro estágio, selecionadas com probabilidade proporcional ao número de pessoas de 34 a 60 anos, enquanto as unidades secundárias de amostragem são pessoas de 34 a 60 anos  selecionados com equiprobalidade.

Os estratos foram formados do seguinte modo:

·        as áreas cuja renda média domiciliar fosse maior ou igual a 24,55  salários mínimos pertenceriam ao estrato 1.

·        as áreas cuja renda média  domiciliar fosse maior ou igual a 8,88 salários mínimos e menor que 24,55 salários mínimos pertenceriam ao estrato 2.

·        as  áreas em que renda média domiciliar fosse maior ou igual a 4,14 salários mínimos e menor que 8,88 salários mínimos formariam o estrato 3,.

·        os  áreas em que renda média domiciliar fosse maior ou igual a 2,19 salários mínimos e menor que 4,14 salários mínimos formariam o estrato 4.

·        as áreas cuja a renda média domiciliar fosse menor 2,19  salários mínimos pertenceriam ao estrato  5.

 

 

 

 

A Tabela 2 apresenta o número de áreas, a percentagem de pessoas de 34 a 60 anos e o número de áreas na população e na amostra, segundo os estratos de renda.

O número de áreas incluídas na amostra foi igual a 21. O número de  áreas por estrato foi proporcional a percentagem de pessoas 34 a 60 anos. No entanto, alguns valores foram ajustados de modo a contemplar pelo menos uma área por estrato.

O número de pessoas de 34 a 60 anos na amostra  é  igual a 400,

A tabela 3 apresenta o número de pessoas na amostra segundo as cotas.

O número de cotas por área foi proporcional ao número de pessoas com atributo das áreas incluídas na amostra. Devido ao  arredondamento do número de pessoas,  nas áreas selecionadas, o tamanho da amostra foi de 405 .

A tabela 4 apresenta o número de entrevistas por bairro

 

O anexo 1A apresenta o número de pessoas segundo as áreas incluídas na amostra e o anexo 2 apresenta as fórmulas e estimadores a serem empregados

 

 

 

 

 

 

Fórmulas e Estimadores a serem empregados:

        

1- Estimador de taxa (percentagem)

 

                   Um estimador “não tendencioso” da taxa para uma amostra autoponderada em todos os estratos é definido pela razão r.

 

        

        

        

         onde:

          é a soma da amostra para a variável  X no estrato h

          é a soma da amostra para a variável  Y no estrato h

         L    é o número de estratos

        

 

        

2- Estimador da variância relativa da taxa (percentagem)

         Simbolizando por   esse Estimador, que é definido do seguinte modo:

        

         onde:

 

         x  é o total da amostra

          é o número de unidades na amostra no estrato h

 

 

 

        

 

 

         sendo que:

        

 

          é a variância da variável X no estrato h

 

          é a variância da variável Y no estrato h

 

          é a covariância entre variável X e a variável Y no estrato h

 

         ou seja:

 

2.1)   

        

         onde:

          é o valor da variável X na i-ésima unidade da amostra  no estrato h

 

           é a média da amostra no h-ésimo estrato

          é o número de unidades na amostra no estrato h

 

 

2.2)   

 

        

        

         onde:

 

          é o valor da variável Y na i-ésima unidade da amostra no estrato h

            é a média da amostra no h-ésimo estrato

           é o número de unidades na amostra no estrato h

 

2.3)